domingo, 29 de agosto de 2010

TEATRO: AGNEMA - A VAMPIRINHA DO BEM
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CENA 1

MÚSICA:
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NARRADOR: (fantasiado de vampiro) – A história que vou contar pra vocês não é apenas mais uma história de terríveis vampiros, mas sim uma emocionante narrativa sobre AGNEMA, a vampirinha do bem. Tudo começou quando exterminadores de Vampiros conseguiram bombardear cruelmente o Castelo do Conde Constantin de Lá Bierton, conhecido como O REI DOS VAMPIROS residente naquele região sombria do lado mais escuro da Morcegônia. Ao saber do ataque fatal, Bierton escondeu sua única filha no quarto secreto do castelo e foi defender sua residência, mas não teve nenhuma chance. Ao ver o castelo em chamas desabando diante de seus olhos, arriscou-se até o porão, mas não encontrou sua filha. Então, apavorado e completamente ferido o coração, o ex-soberano fugiu para as terras escuras do sub mundo das trevas levando consigo sua esposa, parentes e amigos e as mais tenebrosas criaturas que habitavam velho castelo. Ele atravessou o portal secreto prometendo nunca mais voltar. O que ele não sabia e até hoje não sabe é que AGMENA ainda vive, pois fora salva pela criada Valquíria, a única humana que habitava o imponente Castelo de Bierton.
AGMENA (entra muito feliz e agitada) – Tia!? Isso quer dizer que meus pais estão vivos?

MÚSICA (eleva-se )

VALQUÍRIA e AGNEMA (entram)

VALQUIRIA (sentida) - Sim, Agnema, seus pais ainda vivem, mas vivem muito longe daqui.
Vivem do outro lado do portal secreto.

AGMENA (ansiosa) – Onde, Tia? Onde? Eu quero encontrar os meus pais e todos que vivem em
seu reino.

VALQUIRIA (sentida) – Mas Agnema, você não é feliz vivendo aqui conosco?

AGMENA – Sim, tia. Eu sou, mas sei também que sou diferente das outras meninas. Eu sinto
que este não é o meu mundo.

VALQUIRIA – Como não é o seu mundo, Agmena? Nós lhe damos tanto carinho. E você é uma
menina tão boa, tão educada. Sua professora te ama tanto.

AGNEMA – Tia, entenda! Eu preciso encontrar os meus pais. Eu preciso voltar pro meu
verdadeiro povo. Tia, lembre-se, eu sou uma vampira e com o tempo vai ser difícil me
controlar diante de tantos pescoços saborosos(sorri)

VALQUIRIA – (repreende) – Não fale assim, Agmena!

AGNEMA (sorrindo) – Por falar nisso, tia seu pescoço é tão petitoso... venha cá venha...

VALQUIRIA (com medo) – Para com isso, Agnema!

AGNEMA – Viu, tia? É brincaderinha, mas um dia poderá ser de verdade. Até a senhora tem
Medo de mim.

VALQUIRIA (nervosa) – Não! Eu não tenho medo de você.

AGNEMA – Ah! Não? Então por que me tranca no quarto escuro todas as noites?

VALQUIRIA –(desconsertada) – Ora... por quê... Porque... sei lá, Agnema, sei lá...

AGNEMA (sai do palco e volta com uma bolsinha)

VALQUIRIA (se surpreende) – Agnema??? O que significa isso?

AGNEMA – Tia, chegou a minha hora, estou indo em busca de meus pais e sei que eu os
encontrarei do outro lado do portal secreto.

VALQUIRIA (abraça fortemente a menina)

MÚSICA (suave – eleva-se por instantes)

AGNEMA – Tia, não chora. A senhora sabe que jamais a esquecerei, sabe também que este aqui não é exatamente o meu mundo. Tia eu preciso encontrar a felicidade e sei que a
verdadeira felicidade está na vida que terei ao lado dos pais.

VALQUIRIA – É direito seu, menina linda. É direito seu encontrar seus pais. Vá, seja sempre do
bem e nunca esqueça de mim.

AGNEMA – Como poderia esquecer aquela que salvou a minha vida?

VALQUIRIA ( chama em voz alta) –CÓLIM, ORLON... apareçam...

CÓLIM e ORLON ( entram saltitando felizes)- Pois não, madame.

VALQUIRIA – Vão com Agnema até o portal proibido.

OS 2 (assustam) – Até o portal proibido?????

VALQUIRIA – Sim, mas não atravessem, deixa apenas a menina na porta e saem correndo ou
então virarão jantar de vampiros.

OS 2 (tremem de medo)- Jantar de vampiros???

CÓLIM – Eu acho que não poderei ir, madame, eu estou muito ocupado, manda apenas o
Orlun.

ORLUN (assustadíssimo) – Euuuuuuuu???? Você ficou maluco. Eu também estou muitíssimo
ocupado.

COLIM – Você???? O-cu-pa-do??? Conta outra, Orlun. Você não faz nada o dia inteiro.

ORLUM – Não faço nada e você me ajuda.

AGNEMA ( com carinho) – Calma, ciaturas! É só a entrada do portal. Por favor, me ajudem.

OS 2 ( com pena) – Óh! Que lindinha!!!

ORLUN – É claro que ajudaremos, não é Cólin?

CÓLIM – Eu não sei de nada.

ORLUM (puxa a orelha do amigo)

CÓLIM – Ai! Sim, princesinha, nós a ajudaremos. (cochicha com o amigo) – Vamos virar jantar
de vampiros, seu idiota!

ORLUM (bravo) – Cala boca imbecil!

AGNEMA –O que disse, Cólim?

OS 2 (forçando sorriso) – Nada, nada, majestade!!!

AGNEMA (feliz) – Então vamos logo, pois o caminho é longo.

VALQUíRIA (coloca uma capa vermelha na menina) – Pronto, querida.

AGNEMA (admira)-Tia!!! É linda esta capa!

VALQUIRIA (com carinho) – Fiz pra você. Na verdade eu já sabia que este dia chegaria. Agora vá, minha querida e seja muito feliz. Tome cuidado com as criaturas que encontrar
pelo caminho. Ah! (retira do bolso um colar) – leve isto, com
ele seu pai não terá dúvidas de que você realmente é a filhinha querida dele.

AGNEMA(recebendo o colar) – Nossa, tia!!!!! É lindo!!! É é de ouro com brilhantes!!!

VALQUIRIA – É uma jóia valiosíssima, mas só com ela seus pais a reconhecerão. Tome muito
cuidada, Agnema. Sem ele tudo estará perdido.

AGNEMA – Tia, eu cuidarei muito bem dele. Agora adeus!

AS 2 ( se abraçam fortemente)

MÚSICA (suave alta )

AGNEMA (segue com os dois)

VALQUIRIA (fica acenando muito triste e depois de retira)





CENA 2

MÚSICA (alegre)

AGNEMA-CÓLIN e ORLUM

OS 3 (passam ora correndo, ora andando, ora com dificuldades. Ora arrastando ...)

OS 3 (entram cansados e sentam)

AGNEMA – Arrumem seus lugares, pois nós vamos passar a noite aqui.

OS 2 (tremem de medo) – Aquiiiiiii????????????????

AGNEMA – Sim, aqui! Ou vocês preferem continuar pela escuridão da floresta?

O2 (apavorados) – Nãããããooooo!!! Aqui tá bom demais!!!

Órlum - Venha òrllum, vamos nos deitat ao daqule árvore... venha... venha...(saem)

AGNEMA (senta na frente - canto esquerdo - e fica olhando o colar)


MÚSICA (suave)

AGNEMA (canta)

MÚSICA (suspense)

AGNEMA (se assusta, esconde o colar) – Quem está aí? Quem está aí?

CRIDANOI (um ser horrível se aproxima com movimentos estranhos)

AGNEMA(assustada ainda sentada)-Quem é você?

CRIDANOI (i com sorriso de monstro) – Ora, ora, quem sou eu? Sou a famosa Cridanoi.

AGNEMA (surpresa) – Famisa? Cridanoi? Eu nunca ouvi falar de você.

CRIDANOI (nervosa) – Óh! Mas que insulto! Como nunca ouviu falar de mim? Sua garotinha
intrometida!

AGNEMA – Calma, calma, dona Cridanoi. Talvez seja porque não sou daqui. Mas o que significa
Cridanoi?

CRIDANOI – Tão bonitinha e tão burrinha!(gargalha) Cridanoi vem de criatura da noite,
pivetinha lenta!

AGNEMA (sorri)

CRIDANOI (repreende) – Tá rindo do que, o criaturinha feia?

AGNEMA – Não é nada, só é muito estranha e engraçada.

CRIDANOI – (nervosa) - Estranha e engraçada? ??Pois saiba, pivetinha, que não acho nenhum
pouco estranha e engraçada esta ideia dos homens poluírem os rios, o ar e acabarem
com as florestas.

AGNEMA – Calma,dona criatura! Eu concordo com a senhora, mas eu não sou exatamente
deste mundo aí, eu sou de uma outra dimensão.

CRIDANOI – (admira) – Como não é exatamente deste mundo? E que dimensão é está?

AGNEMA – É uma longa história, dona criatura, mas eu posso garantir a senhora que meu povo
não anda destruindo a sua floresta. E eu estou aqui apenas de passagem.

CRIDANOI – Ora, ora... se está de passagem e seguindo por este caminho, só pode estar indo
na direção do POR-TALLLLLLLL!!!!!??????

AGNEMA (se levanta feliz) – Que maravilha!!! Quer dizer então que estou na direção certa?
O portal é pra lá, dona criatura?

CRIDANOI- (apavorada) – Oquêêêêê?????????????????

AGNEMA – É isto mesmo, eu estou procurando a minha família, eles atravessaram o portal.

CRIDANOI – Vejo que é por uma causa nobre! Mas tome muito cuidado, menina! O caminho e
está cheio de perigo. Agora eu preciso ir, antes que os civilizados acabem de vez com a
minha floresta. Ah! Tome conta do valioso colar que carrega consigo!(se retira feito
uma maluca e some)

AGNEMA – (admira e a chama) – Ei, dona coisa... ei... volta aqui... que criatura mais
estranha! Como soube do meu colar? Bom... vou tentar dormir um pouquinho ali com
aqueles duas criaturas, amanhã bem cedo seguirei meu destino. (olha para todos os
lados e se retira rapidamente)





CENA 3

MÚSICA ( para a entrada do trono e do rei)

2 SENTINELAS (entram trazendo um trono e se posicionam um de cada lado- imóveis)

BIERTON(o rei vampiro – entra – muito sério – caminha diante da plateia – olhar distante)

RAMENY - (esposa rainha – entra –para - observa o marido por instantes e vá até ele)

MÚSICA ( bem baixinho)

RAMENY (com carinho) – Meu marido, vejo que está aí mais uma vez.

BIERTON – (nervoso) – Deixa-me, mulher! Deixa-me!

RAMENY (faz silêncio)

BIERTON - Não me conforme por ter deixado o corpo da nossa filha naquele lugar.

RAMENY – Não tínhamos outra saída, Bierton, a não ser fugirmos pelo o portal.

BIERTON (caminha para o outro lado do palco – revoltado) – Eu tinha que procurar direito a
minha filhinha! Rameny, será que você não me entende?

RAMENY - Não se culpe, Bierton. Eu também não fui atrás da Agnema, pois quando vi o
Castelo desabando em chamas, acreditei ter perdido para sempre a nossa filhinha, mas
acontece que ,ultimamente, eu também tenho pensado muito nela.

BIERTON – Rameny, estou pensando em voltar pessoalmente e procurar Agnema.

RAMENY (apavora) – Não, Bierton, Não!!! Você sabe bem o que aconteceu com todos
mensageiros que enviamos pra lá. Por favor não. Já perdi Agnema, não suportarei
perder você também.

BIRTON – Mas é a nossa filha, Rameny! E se ela conseguiu sobreviver de alguma forma? E se
aqueles malditos a encontrar com vida, o que será da pobrezinha?

RAMENY – Nós vimos o castelo desabar, seria impossível a sobrevivência de Agnema.

BIERTON – Eu sei que ainda há muitos humanos de bom coração, mas sei também que muitos
de lá estão destruindo o próprio planeta, destruindo os rios, os mares os animais e as
florestas.

RAMENY - O egoísmo e a ganância estão dominando os moradores daquele mundo.

ANIGA – (toda desajeitada) – Com licença, altezas...

RAMENY – Diga, ANIGA.

ANIGA - É sobre a festa de hoje à noite.

RAMENY – Sim e você é a responsável pelo prato principal.

ANIGA (desconsertada) – Pois é madame alteza, ou seria alteza madame, acontece que não
temos mais perninhas de aranhas para o tempero e sem as tais perninhas de aranha o
ensopado não vai ficar lele.

RAMENY (assusta) –Lele??? O que é lele?

ANIGA – (sorri) – I`m sorry, madame alteza, ou, alteza madame. A senhora não sabe o que é
lele?

RAMENY –Não senhorita, eu não sei o que é lele. O que seria???

ANIGA – Lele, madame alteza, ou, alteza madame, lele de LE-GAL – sacou?

RAMENY – Você quer saber se entendi? É isso?

ANIGA ( vira para a plateia ) – Que rainha mais devagar? (vira pra rainha) – e então, alteza
madame ou, madame alteza, eu posso substituir as perninhas de aranhas por rabinhos
de ratos? Não vai ficar lele, mas é bem melhor que nada, não é geeennnte???(sorri)
Brigadinha!!! (sorri)

RAMENY – Tudo bem, Aniga, faça o que achar que deve, eu adoro os seus cozidos.

ANIGA – Ai, amiga!!! Obrigada! ( ia sair mas volta séria) – A propósito, senhor alteza, não vai
pensar que sou fofoqueira não, tá? Mas estão dizendo por aí que a tal dona CRIDANOI. aquela coisa que mora do outro lado do portal, andou vendo seres estranhos vindo
em nossa direção.

BIERTON ( se assusta) – Que história é está?

ANIGA - Olha, senhor alteza. Eu não tenho nada a ver com isso, viu? Eu só estou dizendo o que
ouvi aí fora. Aliás, com licença, já nem está mais aqui quem falou... fui. (se retira
rapidamente)

BIERTON (surpreso) – Será possível, Rameny???

RAMENY – Não se iluda, Bierton, não se iluda! (se retira apressada)

MÚSISA (se eleva )

BIERTON (olha seriamente ao longe, respira fundo e se retira com passos firmes)

OS SENTINELAS ( levam o trono)

figurantes – não falam)