sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PINTAR ESTE QUADRO FOI COMO LAVAR MINHA ALMA - AMO PINTAR!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

TEATRO: AGNEMA - A VAMPIRINHA DO BEM
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CENA 1

MÚSICA:
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NARRADOR: (fantasiado de vampiro) – A história que vou contar pra vocês não é apenas mais uma história de terríveis vampiros, mas sim uma emocionante narrativa sobre AGNEMA, a vampirinha do bem. Tudo começou quando exterminadores de Vampiros conseguiram bombardear cruelmente o Castelo do Conde Constantin de Lá Bierton, conhecido como O REI DOS VAMPIROS residente naquele região sombria do lado mais escuro da Morcegônia. Ao saber do ataque fatal, Bierton escondeu sua única filha no quarto secreto do castelo e foi defender sua residência, mas não teve nenhuma chance. Ao ver o castelo em chamas desabando diante de seus olhos, arriscou-se até o porão, mas não encontrou sua filha. Então, apavorado e completamente ferido o coração, o ex-soberano fugiu para as terras escuras do sub mundo das trevas levando consigo sua esposa, parentes e amigos e as mais tenebrosas criaturas que habitavam velho castelo. Ele atravessou o portal secreto prometendo nunca mais voltar. O que ele não sabia e até hoje não sabe é que AGMENA ainda vive, pois fora salva pela criada Valquíria, a única humana que habitava o imponente Castelo de Bierton.
AGMENA (entra muito feliz e agitada) – Tia!? Isso quer dizer que meus pais estão vivos?

MÚSICA (eleva-se )

VALQUÍRIA e AGNEMA (entram)

VALQUIRIA (sentida) - Sim, Agnema, seus pais ainda vivem, mas vivem muito longe daqui.
Vivem do outro lado do portal secreto.

AGMENA (ansiosa) – Onde, Tia? Onde? Eu quero encontrar os meus pais e todos que vivem em
seu reino.

VALQUIRIA (sentida) – Mas Agnema, você não é feliz vivendo aqui conosco?

AGMENA – Sim, tia. Eu sou, mas sei também que sou diferente das outras meninas. Eu sinto
que este não é o meu mundo.

VALQUIRIA – Como não é o seu mundo, Agmena? Nós lhe damos tanto carinho. E você é uma
menina tão boa, tão educada. Sua professora te ama tanto.

AGNEMA – Tia, entenda! Eu preciso encontrar os meus pais. Eu preciso voltar pro meu
verdadeiro povo. Tia, lembre-se, eu sou uma vampira e com o tempo vai ser difícil me
controlar diante de tantos pescoços saborosos(sorri)

VALQUIRIA – (repreende) – Não fale assim, Agmena!

AGNEMA (sorrindo) – Por falar nisso, tia seu pescoço é tão petitoso... venha cá venha...

VALQUIRIA (com medo) – Para com isso, Agnema!

AGNEMA – Viu, tia? É brincaderinha, mas um dia poderá ser de verdade. Até a senhora tem
Medo de mim.

VALQUIRIA (nervosa) – Não! Eu não tenho medo de você.

AGNEMA – Ah! Não? Então por que me tranca no quarto escuro todas as noites?

VALQUIRIA –(desconsertada) – Ora... por quê... Porque... sei lá, Agnema, sei lá...

AGNEMA (sai do palco e volta com uma bolsinha)

VALQUIRIA (se surpreende) – Agnema??? O que significa isso?

AGNEMA – Tia, chegou a minha hora, estou indo em busca de meus pais e sei que eu os
encontrarei do outro lado do portal secreto.

VALQUIRIA (abraça fortemente a menina)

MÚSICA (suave – eleva-se por instantes)

AGNEMA – Tia, não chora. A senhora sabe que jamais a esquecerei, sabe também que este aqui não é exatamente o meu mundo. Tia eu preciso encontrar a felicidade e sei que a
verdadeira felicidade está na vida que terei ao lado dos pais.

VALQUIRIA – É direito seu, menina linda. É direito seu encontrar seus pais. Vá, seja sempre do
bem e nunca esqueça de mim.

AGNEMA – Como poderia esquecer aquela que salvou a minha vida?

VALQUIRIA ( chama em voz alta) –CÓLIM, ORLON... apareçam...

CÓLIM e ORLON ( entram saltitando felizes)- Pois não, madame.

VALQUIRIA – Vão com Agnema até o portal proibido.

OS 2 (assustam) – Até o portal proibido?????

VALQUIRIA – Sim, mas não atravessem, deixa apenas a menina na porta e saem correndo ou
então virarão jantar de vampiros.

OS 2 (tremem de medo)- Jantar de vampiros???

CÓLIM – Eu acho que não poderei ir, madame, eu estou muito ocupado, manda apenas o
Orlun.

ORLUN (assustadíssimo) – Euuuuuuuu???? Você ficou maluco. Eu também estou muitíssimo
ocupado.

COLIM – Você???? O-cu-pa-do??? Conta outra, Orlun. Você não faz nada o dia inteiro.

ORLUM – Não faço nada e você me ajuda.

AGNEMA ( com carinho) – Calma, ciaturas! É só a entrada do portal. Por favor, me ajudem.

OS 2 ( com pena) – Óh! Que lindinha!!!

ORLUN – É claro que ajudaremos, não é Cólin?

CÓLIM – Eu não sei de nada.

ORLUM (puxa a orelha do amigo)

CÓLIM – Ai! Sim, princesinha, nós a ajudaremos. (cochicha com o amigo) – Vamos virar jantar
de vampiros, seu idiota!

ORLUM (bravo) – Cala boca imbecil!

AGNEMA –O que disse, Cólim?

OS 2 (forçando sorriso) – Nada, nada, majestade!!!

AGNEMA (feliz) – Então vamos logo, pois o caminho é longo.

VALQUíRIA (coloca uma capa vermelha na menina) – Pronto, querida.

AGNEMA (admira)-Tia!!! É linda esta capa!

VALQUIRIA (com carinho) – Fiz pra você. Na verdade eu já sabia que este dia chegaria. Agora vá, minha querida e seja muito feliz. Tome cuidado com as criaturas que encontrar
pelo caminho. Ah! (retira do bolso um colar) – leve isto, com
ele seu pai não terá dúvidas de que você realmente é a filhinha querida dele.

AGNEMA(recebendo o colar) – Nossa, tia!!!!! É lindo!!! É é de ouro com brilhantes!!!

VALQUIRIA – É uma jóia valiosíssima, mas só com ela seus pais a reconhecerão. Tome muito
cuidada, Agnema. Sem ele tudo estará perdido.

AGNEMA – Tia, eu cuidarei muito bem dele. Agora adeus!

AS 2 ( se abraçam fortemente)

MÚSICA (suave alta )

AGNEMA (segue com os dois)

VALQUIRIA (fica acenando muito triste e depois de retira)





CENA 2

MÚSICA (alegre)

AGNEMA-CÓLIN e ORLUM

OS 3 (passam ora correndo, ora andando, ora com dificuldades. Ora arrastando ...)

OS 3 (entram cansados e sentam)

AGNEMA – Arrumem seus lugares, pois nós vamos passar a noite aqui.

OS 2 (tremem de medo) – Aquiiiiiii????????????????

AGNEMA – Sim, aqui! Ou vocês preferem continuar pela escuridão da floresta?

O2 (apavorados) – Nãããããooooo!!! Aqui tá bom demais!!!

Órlum - Venha òrllum, vamos nos deitat ao daqule árvore... venha... venha...(saem)

AGNEMA (senta na frente - canto esquerdo - e fica olhando o colar)


MÚSICA (suave)

AGNEMA (canta)

MÚSICA (suspense)

AGNEMA (se assusta, esconde o colar) – Quem está aí? Quem está aí?

CRIDANOI (um ser horrível se aproxima com movimentos estranhos)

AGNEMA(assustada ainda sentada)-Quem é você?

CRIDANOI (i com sorriso de monstro) – Ora, ora, quem sou eu? Sou a famosa Cridanoi.

AGNEMA (surpresa) – Famisa? Cridanoi? Eu nunca ouvi falar de você.

CRIDANOI (nervosa) – Óh! Mas que insulto! Como nunca ouviu falar de mim? Sua garotinha
intrometida!

AGNEMA – Calma, calma, dona Cridanoi. Talvez seja porque não sou daqui. Mas o que significa
Cridanoi?

CRIDANOI – Tão bonitinha e tão burrinha!(gargalha) Cridanoi vem de criatura da noite,
pivetinha lenta!

AGNEMA (sorri)

CRIDANOI (repreende) – Tá rindo do que, o criaturinha feia?

AGNEMA – Não é nada, só é muito estranha e engraçada.

CRIDANOI – (nervosa) - Estranha e engraçada? ??Pois saiba, pivetinha, que não acho nenhum
pouco estranha e engraçada esta ideia dos homens poluírem os rios, o ar e acabarem
com as florestas.

AGNEMA – Calma,dona criatura! Eu concordo com a senhora, mas eu não sou exatamente
deste mundo aí, eu sou de uma outra dimensão.

CRIDANOI – (admira) – Como não é exatamente deste mundo? E que dimensão é está?

AGNEMA – É uma longa história, dona criatura, mas eu posso garantir a senhora que meu povo
não anda destruindo a sua floresta. E eu estou aqui apenas de passagem.

CRIDANOI – Ora, ora... se está de passagem e seguindo por este caminho, só pode estar indo
na direção do POR-TALLLLLLLL!!!!!??????

AGNEMA (se levanta feliz) – Que maravilha!!! Quer dizer então que estou na direção certa?
O portal é pra lá, dona criatura?

CRIDANOI- (apavorada) – Oquêêêêê?????????????????

AGNEMA – É isto mesmo, eu estou procurando a minha família, eles atravessaram o portal.

CRIDANOI – Vejo que é por uma causa nobre! Mas tome muito cuidado, menina! O caminho e
está cheio de perigo. Agora eu preciso ir, antes que os civilizados acabem de vez com a
minha floresta. Ah! Tome conta do valioso colar que carrega consigo!(se retira feito
uma maluca e some)

AGNEMA – (admira e a chama) – Ei, dona coisa... ei... volta aqui... que criatura mais
estranha! Como soube do meu colar? Bom... vou tentar dormir um pouquinho ali com
aqueles duas criaturas, amanhã bem cedo seguirei meu destino. (olha para todos os
lados e se retira rapidamente)





CENA 3

MÚSICA ( para a entrada do trono e do rei)

2 SENTINELAS (entram trazendo um trono e se posicionam um de cada lado- imóveis)

BIERTON(o rei vampiro – entra – muito sério – caminha diante da plateia – olhar distante)

RAMENY - (esposa rainha – entra –para - observa o marido por instantes e vá até ele)

MÚSICA ( bem baixinho)

RAMENY (com carinho) – Meu marido, vejo que está aí mais uma vez.

BIERTON – (nervoso) – Deixa-me, mulher! Deixa-me!

RAMENY (faz silêncio)

BIERTON - Não me conforme por ter deixado o corpo da nossa filha naquele lugar.

RAMENY – Não tínhamos outra saída, Bierton, a não ser fugirmos pelo o portal.

BIERTON (caminha para o outro lado do palco – revoltado) – Eu tinha que procurar direito a
minha filhinha! Rameny, será que você não me entende?

RAMENY - Não se culpe, Bierton. Eu também não fui atrás da Agnema, pois quando vi o
Castelo desabando em chamas, acreditei ter perdido para sempre a nossa filhinha, mas
acontece que ,ultimamente, eu também tenho pensado muito nela.

BIERTON – Rameny, estou pensando em voltar pessoalmente e procurar Agnema.

RAMENY (apavora) – Não, Bierton, Não!!! Você sabe bem o que aconteceu com todos
mensageiros que enviamos pra lá. Por favor não. Já perdi Agnema, não suportarei
perder você também.

BIRTON – Mas é a nossa filha, Rameny! E se ela conseguiu sobreviver de alguma forma? E se
aqueles malditos a encontrar com vida, o que será da pobrezinha?

RAMENY – Nós vimos o castelo desabar, seria impossível a sobrevivência de Agnema.

BIERTON – Eu sei que ainda há muitos humanos de bom coração, mas sei também que muitos
de lá estão destruindo o próprio planeta, destruindo os rios, os mares os animais e as
florestas.

RAMENY - O egoísmo e a ganância estão dominando os moradores daquele mundo.

ANIGA – (toda desajeitada) – Com licença, altezas...

RAMENY – Diga, ANIGA.

ANIGA - É sobre a festa de hoje à noite.

RAMENY – Sim e você é a responsável pelo prato principal.

ANIGA (desconsertada) – Pois é madame alteza, ou seria alteza madame, acontece que não
temos mais perninhas de aranhas para o tempero e sem as tais perninhas de aranha o
ensopado não vai ficar lele.

RAMENY (assusta) –Lele??? O que é lele?

ANIGA – (sorri) – I`m sorry, madame alteza, ou, alteza madame. A senhora não sabe o que é
lele?

RAMENY –Não senhorita, eu não sei o que é lele. O que seria???

ANIGA – Lele, madame alteza, ou, alteza madame, lele de LE-GAL – sacou?

RAMENY – Você quer saber se entendi? É isso?

ANIGA ( vira para a plateia ) – Que rainha mais devagar? (vira pra rainha) – e então, alteza
madame ou, madame alteza, eu posso substituir as perninhas de aranhas por rabinhos
de ratos? Não vai ficar lele, mas é bem melhor que nada, não é geeennnte???(sorri)
Brigadinha!!! (sorri)

RAMENY – Tudo bem, Aniga, faça o que achar que deve, eu adoro os seus cozidos.

ANIGA – Ai, amiga!!! Obrigada! ( ia sair mas volta séria) – A propósito, senhor alteza, não vai
pensar que sou fofoqueira não, tá? Mas estão dizendo por aí que a tal dona CRIDANOI. aquela coisa que mora do outro lado do portal, andou vendo seres estranhos vindo
em nossa direção.

BIERTON ( se assusta) – Que história é está?

ANIGA - Olha, senhor alteza. Eu não tenho nada a ver com isso, viu? Eu só estou dizendo o que
ouvi aí fora. Aliás, com licença, já nem está mais aqui quem falou... fui. (se retira
rapidamente)

BIERTON (surpreso) – Será possível, Rameny???

RAMENY – Não se iluda, Bierton, não se iluda! (se retira apressada)

MÚSISA (se eleva )

BIERTON (olha seriamente ao longe, respira fundo e se retira com passos firmes)

OS SENTINELAS ( levam o trono)

figurantes – não falam)

sábado, 17 de julho de 2010


"QUANDO UM TRABALHO É BEM FEITO MERECE APLAUSOS!!!

"UMA EMOCIONANTE VIAGEM PELO MUNDO DA IMAGINAÇÃO"

terça-feira, 15 de junho de 2010

TRECHO DA PEÇA DE TEATRO:

SONHO ECOLÓGICO

1º. ATO
CENÁRIO – No palco alguns cubos

ENTRAM CONVERSANDO – Fernanda, Ana, Cecília, Mônica, Roberta, Marcela e Solange

SOLANGE (senta em um cubo afastada das demais – permanece triste-olhar longe)

FERNANDA – Concordo com a professora, mas vocês acham que vou deixar de pesquisar o corpo do Beto para
pesquisar sobre ecologia? Sobre esta natureza poluída que ninguém cuida? Ah! Mas eu não vou
mesmo!

MONICA – Que ecologia que nada. Será que aquela professora não tem mais o que fazer?

ROBERTA – Ela sempre fala assim: “Jovens, vocês precisam tomar consciência sobre os perigos que nosso planeta
está enfrentando.”Que saco isso!

MARCELA – (sorrindo) – Eu acho engraçado quando ela diz: “ Os homens estão poluindo os rios...

MONICA, FERNANDA e ROBERTA ( falam juntas com Marcela) ... os lagos, as ruas, as cidades e as florestas!
(gargalham)

CECILIA – Parece uma piruona falando (sorri com elas)

ANA (repreende nervosa) – Pois eu não concordo com vocês!

AS 4 (assustam) – Oqueeeeeeeeeeeeeeeee????

ANA (com revolta) – Meninas, a professora Mafalda está completamente certa! O mundo pede socorro!
Antigamente poderíamos nadar em qualquer rio, até no Rio Cotia. Hoje corremos risco de nos contaminar
até mesmo debaixo do chuveiro.

FERNANA ( toda exibida) – Olha aqui, amiga, sendo ao lado do meu Beto, eu nadaria em qualquer lugar, inclusive
no Rio Tietê, meu bem.

ANA – E morreria contaminada e cheia de merda.

AS 4 – (com nojo) – Ai, Ana! Que horror!!!

ANA - Gente, vocês precisam acordar para os sérios problemas que nossa planeta está enfrentando. Por acaso já
se esqueceram das sérias consequências causadas pelo aquecimento global?? Nosso planeta corre o risco
de ficar sem água potável.

MONICA – Ai, Ana!!! Quanto drama! Chega de papo furado, amiga. Parece a professora Mafalda falando. Dá um
tempo, garota! Qual é a sua, amiga. ... Vamos Cecília, estamos atrasadas e ainda precisamos pular o muro
para cairmos na balada... ( se retira)

CECÍLIA – Olha, Ana, a Fernanda tem toda razão, sabia? Você é muito legal, é a nossa melhor amiga, mas esqueça
tudo isso, tá? Curta mais a sua vida... Não! Não fale nada, tchau, amiga! ... Espera, Fernanda... se retira)

ANA ( se aproxima de Fernanda e pede) – Puxa, Fê, você vai me ajudar, não é?

FERNANDA (sorrindo) – Claro, amiga, Claro!!!

ANA ( felicíssima) – Sério, Fê? Sério???

FERNANDA – Com certeza! E vou começar cuidando para que ninguém polua o corpo do meu Beto enquanto você
cuida do resto. Bye bye, Darling... ( se retira rebolando)

ANA (fica sentida )

MARCELA ( se aproxima) Ana, eu sei que a gente não é assim muito amiga, mas eu entendo muito bem as suas
preocupações com o planeta. Realmente estamos diante de um problema gravíssimo.

ANA (virá séria pra Marcela) – Marcela!!! Então isso significa que você vai me ajudar?

MARCELA – Calma aí, Ana! Eu disse apenas que concordo, mas ajudar você é pedir muito, tchau, colega(sai)

ANA ( fica muito sentida, mas logo avista Solange e se aproxima) -

quinta-feira, 10 de junho de 2010


MEU OITAVO LIVRO:
"A BICA DE PEDRA"
.
ROMANCE - AMIZADE - ECOLOGIA
E MUITAS EMOÇÕES

MEU SÉTIMO LIVRO:
.
"O BECO"
.
Muito suspense, aventura e emoção.
.
A verdadeira amizade sem limites.
MEU SEXTO LIVRO:
.
"CORAÇÃO ADOLESCENTE"
.
Um romance infantojuvenil
cheio de grandes emoções.

MEU QUINTO LIVRO:
.
"OS MUTACHES"
.
- premiadíssimo -

MEU QUARTO LIVRO
.
A B C - Salada Brasil
.
Contos - Poesias - pensamentos - Jogral

MEU TERCEIRO LIVRO - O PIAZINHO - AVENTURA

MEU SEGUNDO LIVRO - TERRAS DO SOL POENTE - ROMANCE DE ÉPOCA


MEU PRIMEIRO LIVRO

DOM DE DEUS - A vida por uma AMIZADE

A amizade verdadeira é Dom de Deus - uma história repleta de emoção... escrita com o coração.

quinta-feira, 27 de maio de 2010



MINHA MÃE = MINHA ESTRELA

CENA 01

CENÁRIO – quarto de menina com uma janela, uma boneca num canto - noite, luar,
estrelas e uma delas em destaque – pouca luz.
SONOPLASTIA ( música suave ao fundo – instrumental)
CLARA (garotinha debruçada na janela contemplando o céu estrelado - exclama feliz)
- Mamãe! Vejo que ainda está aí, papai disse que você está bem e muito feliz. Eu
queria a senhora feliz aqui, mas a vovó disse que aqui não tem estrelas e que a
senhora nasceu para brilhar.
FADA – (chegando diz com carinho) – Oi, Clara! Estás novamente aí conversando
sozinha?
CLARA – (repreende) – Madrinha!!! Estou conversando com a mamãe. Veja como a
estrela dela brilha lindo hoje!
FADA (feliz) – Sim, minha querida, aquela é a estrela mais brilhante do céu.
CLARA – (adverte) -Psiu! Fale baixo, madrinha! Ela deve estar dormindo! Já é tarde!
FADA – (quase sussurrando) – Então está na hora da senhorita voltar pra cama.
CLARA – Não, madrinha! Preciso ficar só mais um pouquinho. Ontem choveu e não
pude ver a estrela onde a mamãe mora agora.
FADA – Então, só mais um pouquinho, pois sua mamãe deve estar muito cansada.
Além disso o terrível Senhor da Noite anda solto por aí e ele não pode encontrar
garotinhas acordadas olhando pela janela tão tarde assim.
CLARA – (sentida) – Tenho medo dele, mas madrinha, por que mamãe foi morar tão
longe? Ela não vai mais voltar? Eu nunca mais irei vê-la?
FADA – (sentido) – Sabe, Clara. Existem perguntas nesta vida que só o tempo poderá
responder. O que você pode fazer agora é ter esperanças e ser sempre uma
pessoa do bem.
CLARA (vibra) – Obáááááááá!!! Sabe, madrinha, o papai queria saber por que fico
olhando para as estrelas...
FADA – (surpreso) – E você disse?
CLARA – Claro que não, madrinha! É segredo!
OUVE-SE OS CHAMADOS DO PAI
FADA (se despede rapidamente) – Tchau, Clara! Preciso ir, mas não conte este
segredo pra ninguém, hein? É só nosso!(sai)
CLARA- Está bem. Adeus, madrinha!

CENA 2

PAI (entra preocupado) – Clara, você está novamente nesta janela?
CLARA (sentida) – Papai, só mais um pouquinho, por favor.
PAI – Não, Clara! Está muito frio. Vá dormir e fecha já esta janela.
CLARA (insiste com grande sentimento) – Por favor, papai, só mais um pouquinho.
PAI (nervoso) – Está bem! Eu só gostaria de saber por que você fica nesta janela
olhando para as estrelas todas as noites?
CLARA – (silencia entristecida- fica cabisbaixa)
PAI (sente e a recebe num abraço com carinho) –Não fique assim, filhinha. Eu já
entendi que isso é um segredo só seu, nem para seus amigos você disse. Escuta,
filhinha, quero que saiba que sua mãe está muito feliz onde quer que ela esteja,
pois você é uma filha maravilhosa. És o meu maior tesouro.
CLARA – (encara seu pai com seriedade) – Papai...
PAI – Sim, Clarinha... Diga.
CLARA – Você acha aquela estrela bonita?
PAI (olhando encantado) – Sim. Acho. É a estrela mais brilhante de todas.
CLARA – Você acredita que quem vai morar lá nunca mais volta?
PAI - (sentido – entende) – Olha, minha filha. Quem se muda para uma estrela tão
brilhante e linda como aquela, não vai querer voltar mais. Sua mãe, por
exemplo, foi e está tão feliz em uma delas que resolveu ficar por lá nos olhando
e nos amando muito mais que antes. Quem vai morar para sempre em uma
estrela fica o tempo todo nos vendo, nos amando e nos protegendo de todo mal.
CLARA – (sorri encantada) – Então a mamãe está muito feliz e sempre olhando para
Mim! (se decide rapidamente e feliz) – Vamos dormir, papai. (boceja) – Estou
morrendo de sono.
PAI (fecha a janela, pega a garotinha e a coloca na cama, beija-lhe a fronte) – Eu te
amo muito, filhinha. Durma com o Papai do Céu e com os anjinhos. (se retira)
CLARA (espera por segundo, levanta, corre até a janela, abre e diz muito feliz olhando
para a estrela) – Mamãe, se está realmente feliz aí, eu nunca mais vou ficar aqui
pedindo para a senhora voltar . Durma com o Papai do Céu e com seu lindo anjo
da guarda. Te amo, mamãe! (joga um beijo, fecha a janela e volta para a cama
onde deita e dorme tranquilamente)
ENTRA A COREOGRAFIAS DE MENINAS COM A MÚSICA (SUGESTÃO: ROUGE – Nunca deixe de sonhar - ou letra parecida)
CENA 3
CLARA – dormindo em sua cama e sua boneca num canto do quarto.
4 ANJOS (divertidos - entram brincando entre eles)
ANJO 1 –( avistando Clara, alerta os demais) – Esperem... esperem... Vejam!!!
O3 ( admiram ) – O que é isto???
ANJO 2 – Aposto que é um anjo fujão daqueles que não gostam de tomar banho.(sorri)
ANJO 3 – (repreende) – Não diga besteiras, amiguinho! Não vês que se trata de um anjo diou?
OUTROS 3 (admiram) – Anjo diou???
ANJO 3 (sorrindo responde) – Sim Anjo diou, dioutro planeta. (sorri zombando)
ANJO 4 – (examinando Clara) Ih! Não sei não, mas acho que é uma bruxa disfarçada de fada.
OUTROS 3 (pulam longe assustados) – Uma bruxaaaaa!!!!
BONECA (desperta nervosa) –Ei! Quem são vocês! Poderiam fazer silêncio, pois minha dona
está dormindo?
0S 4 ANJOS (assustados) – Quem é você???
BONECA – (já de pé) – Ah! Seus cabeças de minhocas! Não percebem que sou uma boneca
linda, chiquérrima e charmosíssima?
OS 4 ANJOS – (admiram) – Uma boneca???
BONECA – Sim senhores! Uma boneca linda chiquérrima e charmosíssima!
ANJO 1 (zomba) – Uma boneca?
BONECA – Sim.
ANJO 2 – Linda?
BONECA – Exatamente!
ANJO 3 – Chiquérrima?
BONECA – Com certeza!
ANJO 4 – E charmosíssima?
BONECA –(toda exibida) Ao vivo e a cores!!!
OS 4 – (zombam) Aaaaaaaaa Tá!
ANJO 1 – Muito prazer, eu sou o Lula.
ANJO 2 – Eu o dono da lua.
ANJO 3 – Eu o Prefeito de Júpiter.
ANJO 4 – E eu sou o Obama!!!
OS 4 (gargalham zombando da Boneca)
BONECA (os interrompe nervosa) – Psiu!! Falem baixo, senão ela acorda!!!
ANJO 1 – Ela, quem?
BONECA – A Clara, a minha linda dona!
ANJO 2 – Por acaso isso aí é uma menina?
BONECA – É sim, por acaso vocês nunca viram uma menina?
ANJO 3 – É que somos anjos da guarda de meninos.
BONECA – Credo!!!
ANJO 4 – Por que o repúdio?
BONECA – Meninos não gostam de tomar banho e têm chulé, credo!!!
ANJO 1 (não gosta) – E meninas são frágeis!
BONECA – Pode ser. Mas elas são amigas de suas bonecas.
ANJO 2 – Ela é sua amiga?
BONECA – Sim.
ANJO 3 – (zomba com desdém) -Que mau gosto ela tem.
OS 4 (gargalham)
BONECA (não gosta) – Vou fingir que não entendi a piada.
ANJO 4 – O espertona...
BONECA – Espertona, linda, chiquérrima e charmosíssima.Pois não? Sou eu mesma. Diga...
ANJO 4 – Você tem nome?
BONECA – Mas é claro que tenho, seu cabeça de azeitona.
ANJO 1 – Por acaso a chiquérrima, chamosíssima, etc, poderia nos dizer o seu nome?
BONECA – O meu nome é Nequinha.
OS 4 ANJOS – (admiram) – Nequinha????
BONECA – Sim, Nequinha de Bonequinha.
OS 4 ANJOS – (zombam com reúdio) – Que nome mais HORRÍVEL!!!
BONECA – (furiosa) – Ah! Seus anjos de meia tigela,vou mostrar-lhes o que é horrível... (SAI CORRENDO ATRÁS DELES COM UM DOS CHINELOS DA MENINA – PASSAM PELA PLATÉIA E ACABAM CAÍDOS CANSADOS NO PALCO ONDE RESPIRAM POR INSTANTES)
ANJO 4 –( levantando-se) Sabe, Nequinha,você até é uma boneca legal.
BONECA – (levanta muito feliz e se ajeitando) – Eu já sabia.
ANJO 1 –(levanta) -É até divertida.
BONECA – Eu já sabia.
ANJO 2 –( já de pé) Inteligente...
BONECA – (toda feliz) -Eu já sabia.
ANJO 3 –( já de pé ) É fedida.
BONECA – Eu já sabia... (assusta e fica nervosa) – Ah! Seus insensíveis!!!
ANJO 1 – Calma! Foi apenas uma brincadeirinha!E nós já precisamos ir.
ANJO 2 – Nossos senhores meninos, estão quase despertando.
ANJO 3 – Temos que estar do lado deles quando acordarem.
ANJO 4 – Só passeamos quando eles estão dormindo.
OS 4 – Adeus Nequinha, até qualquer hora. Tchauuuuuu!!! (saem)
BONECA – Tchau, amiguinhos... ( caminha... olha sua dona e volta para o canto onde toma novamente a forma de boneca)
CENA 4
CENÁRIO – O palco é modificado pelos contra-regras – deixam a cama, mas o cenário agora
é uma noite cheia de estrelas)
SONOPLASTIA (uma agradável música instrumental carregada de sentimentos e mistério)
SUGESTÃO – PINK FLOYD ( CD “The Dark Side of the Moon”)
SENHOR DA NOITE (entra com movimentos largos, muitos gestos e expressando maldade,
aproxima da cama – com voz de monstro) – Ora, ora quem encontro por aqui perdida
no mundo dos sonhos! Nada mais nada menos que aquela garotinha insolente e
sonhadora Julinha! Eco!!!! (ordena irritado) – Vamos! Mexa-se, menininha atrevida!
Mexa-se! Sua folgada.
CLARA (despertando assusta) – Ai! Para de gritar em meus ouvidos! Não vê que estou
dormindo, seu estúpido!
SENHOR (alterando a voz) – Não me dê ordens, sua pivetinha atrevida. Não percebeu que sou
o terrível Senhor da Noite?(a segura pelo braço) Eu posso acabar com a senhorita num
piscar de olhos.
CLARA (assusta) – Ai! Você está me machucando! Diga logo o que você quer e vá embora.
SENHOR (sorri animadamente) – Agora estamos falando a mesma língua. (fica sério e ordena)
– Eu quero a senha da entrada da estrela onde mora a sua mãe.
CLARA (com medo) – Mas eu não possuo esta senha.
SENHOR(a empurra sobre a cama) – Eu sei disso. Não sou nenhum imbecil, sua franguinha!
CLARA (com coragem) – Se sabe que não sei, por que então me procura?
SENHOR (com arrogância) – Você não sabe, mas a sua mamãezinha que está lá olhando pra
você sabe.
CLARA (sai da cama e o repreende) – Deixa a minha mãe em paz, seu monstro Sujo!
SENHOR ( a segura com firmeza ) – Mas é claro que deixarei, porém só depois que você
conseguir com ela a senha para a minha entrada naquela estrela.
CLARA (caminha pensativa e pergunta) – Afinal, por que você quer tanto entrar lá, hein?
SENHOR( vira para a platéia) – Que garotinha curiosa! (volta para a menina)- É claro que estou
interessado no tesouro que há lá. Ou você pensa que estou de olho na sua
vovozinha?
CLARA (admira) – Tesouro? Na estrela da mamãe? Como sabe disso?
SENHOR (com desdém) – Tão bonitinha e tão bobinha. (altera a voz)- É claro que há um
tesouro lá, garotinha lenta. Ou você pensa que aquela estrela brilha mais porque é
noite de carnaval? Brilha mais, o pirralhinha, porque há muito ouro, pratas, diamantes,
esmeraldas, em fim,brilha mais, pois se trata de um fabuloso, gigantesco, maravilhoso,
grandissíssimo, espetaculoso TE- SOU- RO na estrela onde mora a sua mamãzinha.
CLARA (caminha pensativa) – Hum! Já entendi, seu cabeça de repolho! O que você realmente
quer é quer é roubar o brilho da estrela da mamãe, aliás, aquela é a minha estrela e isso
é um segredo só meu e da mamãe.
SENHOR (caminha zombando e sorrindo pelo palco) –Ra Ra Ra... Segredo? Só seu e de sua
mamãezinha? Conte outra piada, meu amorrrrrrrrrrrrr. (sorri animado)
CLARA ( o repreende) – Sim. É um segredo só meu e da minha mãe!
SENHOR (altera a voz ) – Si toca, o pirralha! Não pode ser segredo uma coisa que eu já sei.
CLARA (assustada) – Mas como você ficou sabendo?
SENHOR (irônico) – Aqui é o mundo dos sonhos, menina. E no mundo dos sonhos eu sei de
tudo. De TU-DO! Aliás, quase tudo, ainda não sei a senha.
CLARA (com ar de esperteza) – Ah! Você quer dizer então que estou sonhando?
SENHOR – Hum! Vejo que não é tão cabeça dura como eu imaginava. (nervoso) É claro que
estamos no seu sonho! E vá logo arrumar a senha com sua mãe antes que você se
desperte!
CLARA (caminhando pensativa) – Se estou sonhando e sonho com você, posso sonhar outras
coisas?
SENHOR (zomba) Ih! A pirralhinha descobriu a América.(ordena) Sonhe logo com sua mãe lhe
dizendo a senha.
CLARA (com autoridade) – Pois saiba, seu monstro imundo, que eu prefiro sonhar com anjos
valentes que venham imediatamente prender você para sempre! (fecha os olhos e
com as mão sobre a cabeça começa a pedir) – Venham anjos, venham!!!
SENHOR(desesperado encolhido num canto) –Nããããããooooooo!!!!! Anjos NÃÃÃÃÃÃOOOO!!!!
2 ANJOS (de branco surgem e levam preso o Senhor da Noite que sai arrastado por
eles e gritando desesperado)

CLARA ( acompanha até próximo a saída para a coxia, mas volta e senta triste em sua cama)
CENA 4
CENÁRIO (o mesmo da cena 3)
SONOPLASTIA (música suave – instrumental)
CLARA (tristonha sentada na cama)
FADA (aproxima-se) – Olá, Clara!
CLARA (brada feliz) – Madrinha!!!
FADA(com carinho) – Entende agora porque sua mãe foi trabalhar na estrela?
CLARA (tristonha) – Entendo. Ela partiu para sempre, madrinha.
FADA – Não, Julinha, não pense assim. Sua mãe pode nunca mais voltar, mas sempre estará
presente nas sua memória e principalmente em seu coração e vai te amar
eternamente.
CLARA(encarando a Fada) – Madrinha, posso fazer-lhe um ultimo pedido?
FADA – Mas é claro, Julinha. Vamos, faça o seu pedido.
CLARA (pausa, pensa e responde com grande entusiasmo) – Será que eu poderia ver a mamãe
pela última vez?
FADA (sorrindo responde feliz) – Estamos no mundo dos sonhos, e aqui isso será possível
sim... Olhe para aquela luz...
SONOPLASTIA (uma música instrumental pra lá de emocionante – efeitos de luzes -)
MÃE (linda – vestida de luz – entra – recebe a filha num forte abraço –
por instantes – coloca a menina sobre a cama)
CLARA (adormece e a mãe sai lentamente)
TODO O ELENCO ENTRA E CANTA A MÚSICA do Claudinho – Eu não existo longe de você, a solidão está... COREOGRAFADA - FIM-


PERSONAGENS:
1-CLARA...................................................................
2-FADA...................................................................
3-PAI.......................................................................
4-Sr. DA NOITE.....................................................
5-ANJO 1................................................................
6-ANJO 2................................................................
7-ANJO 3...............................................................
8-ANJO 4................................................................
9-BONECA..............................................................
10-MÃE.....................................................................
DANÇARINAS (quantas o diretor da peça desejar)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010




VEJA AGORA O PRIMEIRO CAPÍTULO DO MEU LIVRO JUVENIL:

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"ADOLESCENTES ONLINE"
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CAP.I
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PRIMEIRO DIA DE AULA
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As enchentes no bairro deixaram a população em desespero, principalmente para aqueles que moravam na parte baixa da região. Para muitos a dor de perder tudo doía forte no coração, na mente e na alma, pois a chuva daquele dia passou violenta e suas águas desciam ladeiras e com grande violência arrastava tudo que encontrava pela frente. Uma terrível tempestade que deixou amontoados de lixo, lama e lágrimas.
Atingidos direta ou indiretamente, os adolescentes Robson, Marcos, Bruna, Dani, Ana e os irmãos gêmeos Luiz e Carol sofreriam conseqüências lamentáveis que mudariam para sempre a vida de cada um.
Vidas diferentes e contrastantes reunida agora numa sala da escola no primeiro dia de aula no mês de fevereiro.
Entre outros jovens, os sete amigos foram chegando e percebendo que o clima não era mais o mesmo do ano anterior no oitavo ano. Foi quando Robson quebrou o silêncio da turma perguntando:
- Galera, o Hudson não veio hoje? Ele nunca faltou no primeiro dia de aula.
Dani respondeu muito sentida:
- Você não está sabendo?
- Sabendo do que, Dani? Fiquei as férias inteiras em Praia Grande com meus tios, só cheguei ontem à noite.
- A casa dele foi soterrada e infelizmente ele não escapou com vida.
Robson muito sentido:
- Sério? Que mau!
Ana completou:
- O avô dele, aquele tiozinho que vendia doces aí na porta da escola, também faleceu devido ao desmoronamento.
Esse foi o principal assunto durante aquelas primeiras aulas e no intervalo os sete amigos se reuniram em um canto da quadra de esportes e Carol iniciou a conversa questionando:
- O Robson, lá na Praia Grande você não assistia TV?
- Que nada, era só praia de dia, zueira à noite com os trutas e com as minas de lá. A gente ia também na lan jogar, teclar no Orkut e MSN. Por falar nisso Carol, você e o Luiz não entraram mais, o que houve?
- Nossa casa está interditada, estamos morando provisoriamente na garagem da casa do Marcos.
- Pô, foi mau, aí.
- Não esquenta, a Ana também está com a casa dela interditada.
Ana completou:
-Minha família está morando na casa da minha avó naquela rua que fica atrás da escola.
Robson brincou:
-Ei, Dani, se quiser morar lá em casa, eu divido meu quarto com você.
-Obrigada, Robson, mas apesar de morar lá embaixo, a minha casa não corre riscos, diferente da casa da Bruna que está na beira de um barranco e eles nem se quer aceitaram a ajuda da prefeitura.
-A proposta está de pé, Dani. Já sabe, se você precisar, meu quarto está disponível.
Bruna afastou-se chateada e Robson quis saber:
-O que a Bruna tem? Eu só fiz uma brincadeira com a Dani.
Dani retrucou:
-Robson, você e suas brincadeiras.
Os demais se entreolharam e Dani foi atrás da amiga enquanto Luiz explicou:
-A Bruna gosta de você, cara, e você fica cantando a Dani na frente dela.
Robson não gostou:
- Puxa, meu! Eu já disse que não quero nada com a Bruna, todo o mundo sabe que eu to a fim de ficar com a Dani. É da Dani que eu gosto.
A Carol argumentou:
- Acontece, Robson que a Dani também gosta de você, mas não ficaria com você por causa da Bruna, elas são muito amigas, entendeu?
Robson insatisfeito:
-Caracas! E eu sou quem paga o pato? Vacilona essa Bruna.
Luiz brincou:
- Ah! Para com isso, Robson. Você é o galã da escola, pode catar quem quiser, até a Fernanda Petins tá a fim de ficar com você. Fica com ela, cara!
Robson explicou com calma:
-Acontece que eu amo a Dani e não vou ficar com uma garota se não for com ela, entenderam? Falou aí, vou nessa...
Retirou-se deixando os amigos admirados.
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LANÇAMENTO PREVISTO PARA NOVEMBRO DE 2010 - AGUARDE!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TRECHO DE "OS MÓRGONS" meu novo livro


* ainda não corrigido

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A noite chegou e o Salão Real estava repleto de pessoas convidadas para o jantar programado para receber o filho do Rei Turso que por sua vez estava visivelmente muito nervoso. Ele sentou ao lado da Rainha e aguardava ansioso. O ambiente era festivo e um banquete fora preparado com bastante vinho, luxo, muita música e danças. Nas mesas, ao longo do enorme salão, as famílias dos senhores Ministros, dos Conselheiros entre outros convidados, aguardavam com entusiasmo. Como sempre, a mesa principal ficava na frente do trono.
O coração do Rei acelerou quando avistou a chegada de Létus com sua esposa. Os dois atravessaram todo o salão e ocuparam o lugar deles na mesa principal ao lado do Rei Turso que imediatamente quis saber:
- Onde está o menino, por acaso não conseguiste convencê-lo a vir a esta cerimônia?
Létus respondeu indiferente:
- O rapaz! E não o menino como referiste é jovem muito querido por todos no reino, por isso seus amigos resolveram caprichar nesta apresentação oficial, eles acreditam que ele merece.
De repente surgiram quatro rapazes: Leon, Polônio, Amon e Rauly, amigos de Tairon e, anunciaram o início da festividade tocando trombetas, em seguida tambores muito altos anunciaram a entrada de um grupo de dançarinos e dançarinas com belíssimos visuais e movimentos fantásticos. Novos toques de um grupo de rapazes negros musculosos e sem camisas, fizeram movimentos com muitos saltos e utilizando tochas. Um grande espetáculo que ao terminar, eles saíram correndo do salão rumo a porta principal, em seguida ao som de batidas de tambores e carregando tochas entraram com um rapaz belíssimo, alto, forte, musculoso com trajes elegantíssimos, um verdadeiro príncipe.
O primeiro a se levantar foi o Rei Turso visivelmente confuso. Todo o público ficou de pés e por onde o rapaz passava todos se curvavam aplaudindo extremamente felizes. Létus cochichou ao ouvido do Rei:
-Eis aí o teu filho, Majestade!
O Rei estava boquiaberto e a Rainha Zama infinitamente encantada.
O Rei Turso via nitidamente no rapaz que se aproximava características suas completadas com a beleza de Magda. Uma mistura perfeita e extremamente impressionante.
- É inacreditável! – exclamou ele atônito.
Tairon chegou aos pés das escadarias do trono onde parou diante do Rei e da Rainha, se curvou como gesto de saudação, deu um ligeiro sorriso, muito rápido, porém tão belo quanto o sorriso da falecida Magda, sua mãe. Em seguida, absolutamente sério e com uma voz forte e pra lá de agradável, declarou sob um silêncio impressionante:
- Majestade. Sou Tairon, o teu filho.
O Rei saiu de seu lugar, desceu as escadarias, deu uma volta ao redor do jovem e parando diante dele, perguntou quase sussurrando devido a intensidade de sua emoção:
- Qual é mesmo o seu nome?
- Tairon, Majestade.
- Era o nome de meu falecido pai - afirmou ele deslumbrado.
- Sim, meus pais Létus e Síbia me disseram.

Muito impressionado com o belo rapaz, ainda questionou:
- Diga, rapaz, o que mais deseja neste momento?
- Posso ser franco, Majestade?
- Deve!
- Bom, o que mais desejo neste momento é sentar à mesa com meus amigos e encher um prato, pois passei o dia ensaiando para esta cerimônia, estes malucos nem se quer me ofereceram uma fatia de pão ou um gole de água.
Todos os presentes no Salão Real sorriram, gritaram e aplaudiram, foi quando seus amigos de mais ou menos da mesma idade dele, aproximaram brincando e o levaram para uma mesa em um dos cantos do salão.
Os instrumentistas reiniciaram a música. Um grupo de dançarinas e dançarinos começaram uma bela coreografia ao som de tambores e instrumentos de corda e sopro e, o Rei confuso, surpreso e extremante impressionado voltou para seu lugar à mesa onde passou a tomar vinho e não conseguia desviar o olhar da direção do belíssimo filho que por sua vez estava rodeado por rapazes, moças, senhores e senhoras que demonstravam grande carinho por ele.