POESIA
LIBERDADE NESTE CHÃO
Fala aí, meu irmão.
Sou índio, sou negro, sou roceiro do sertão.
Sou aquele que grita bem alto:
- Quero liberdade, liberdade neste chão!
Sou índio
Sou filho do Sol e da Lua
Não quero guerra, quero paz,
Sou gente boa e capaz.
Sou negro
Sou filho de Deus e cidadão
Não quero corrente, quero dignidade
Quero viver, viver de verdade!
Senhor Presidente,
Olhe pra nossa gente
Gente que luta e que sofre
A dor por ser diferente.
Sou roceiro
Sou trabalhador do sertão
Alguns de roceiro me chamam
E ignoram, ignoram os pobres que clamam.
Fé em Deus, meu irmão!
É hora da reação,
Do fim da escravidão
E de plantar liberdade, liberdade neste chão!
Fala aí, meu irmão.
Sou índio, sou negro, sou roceiro do sertão.
Sou aquele que grita bem alto:
- Quero liberdade, liberdade neste chão!
Sou índio
Sou filho do Sol e da Lua
Não quero guerra, quero paz,
Sou gente boa e capaz.
Sou negro
Sou filho de Deus e cidadão
Não quero corrente, quero dignidade
Quero viver, viver de verdade!
Senhor Presidente,
Olhe pra nossa gente
Gente que luta e que sofre
A dor por ser diferente.
Sou roceiro
Sou trabalhador do sertão
Alguns de roceiro me chamam
E ignoram, ignoram os pobres que clamam.
Fé em Deus, meu irmão!
É hora da reação,
Do fim da escravidão
E de plantar liberdade, liberdade neste chão!